A restauração de solos degradados deixou de ser apenas uma pauta ambiental: hoje, está no centro da economia regenerativa, um movimento que integra inovação, impacto social e oportunidade econômica.
Segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), 33% dos solos do planeta estão degradados, afetando mais de 3,2 bilhões de pessoas em segurança alimentar e meios de subsistência. No Brasil, a Embrapa aponta que 109,7 milhões de hectares de pastagens estão em processo de degradação de moderada a severa.
Esses números mostram a gravidade do desafio, mas também revelam a dimensão da oportunidade. O Brasil tem todos os elementos para liderar a transição rumo a uma economia regenerativa, que transforma crises ambientais em soluções inovadoras.
Falar de economia regenerativa é falar de um ponto de encontro entre os maiores desafios do século: segurança alimentar, acesso à água, mitigação das mudanças climáticas e tecnologias aplicadas ao campo.
Startups como a Genera Bioeconomia, que desenvolve soluções na Amazônia, já demonstram como ciência e inovação podem regenerar áreas degradadas e, ao mesmo tempo, gerar valor econômico.
A startup, que foi uma das selecionadas pelo Hub de Inovação Climática, transforma áreas degradadas na Amazônia em florestas produtivas, criando uma grande plataforma de ativos florestais não madeireiros, reduzindo custos e dando escala aos negócios da sociobioeconomia. Desta forma, produz em escala ativos amazônicos pouco explorados, origina créditos de carbono de restauração, digitaliza a floresta restaurada em NFTs registradas na blockchain e fomenta a agricultura regenerativa.
Grandes empresas também se movem nesse sentido. A Nestlé lançou iniciativas de restauração ambiental na Bahia e no Pará, em regiões de produção de café e cacau, reforçando que a regeneração da terra pode ser parte essencial das estratégias corporativas.
O Brasil, com sua biodiversidade e extensão territorial, pode se tornar um laboratório vivo para a economia regenerativa. Programas como o Partnerships for Forests (P4F) provam que é possível unir conservação ambiental, geração de renda e investimento de impacto.
Mas ainda existem barreiras a superar:
Nesse cenário, aceleradoras e ecossistemas de inovação como o Impact Hub têm o papel de conectar empreendedores, investidores e empresas que acreditam na transição regenerativa.
Com a COP 30 se aproximando em Belém, o Brasil tem uma oportunidade histórica: consolidar-se como líder global da economia regenerativa. Não apenas preservando sua biodiversidade, mas também exportando soluções de inovação socioambiental para o mundo.
É exatamente esse o debate que o próximo IM Talks quer promover.
O IM Talks é o espaço criado pelo Impact Hub para reunir lideranças, empreendedores e especialistas em torno da agenda regenerativa. Uma oportunidade de discutir como transformar a regeneração da terra em motor de inovação, impacto social e crescimento econômico.
Será na próxima quinta-feira, dia 11 de setembro, a partir das 9h30, no CIVI-CO, que fica na R. Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 445, em Pinheiros, São Paulo.
Painéis confirmados:
Conheça os palestrantes:
A entrada no evento é gratuita, mas é preciso se inscrever aqui.
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